Afundei as mãos nos teus cabelos,
e cravei no peito teu nome.
Sobre o chão velho escrevi uma nova história,
desenhei-te, reinventei-te.
És forma e o volume a matéria sobre a razão.
gosto de ti...
segunda-feira, novembro 12, 2007
domingo, novembro 11, 2007
Medo do nada
O vento abraça a morte,sacode as folhas, leva os cheiros.
Os corpos sem sabor são acariciados pelo medo,
são o tempo: cada vez mais tristes cada vez mais claros.
É como as folhas que caíem no chão, conscientes do fim,
sem cor, sem música, mas com asas.
Os sentimentos não morrem, pois muito menos creio na morte,
apenas o tempo passa, as folhas caíem os cheiros viajam.
Os corpos sem sabor são acariciados pelo medo,
são o tempo: cada vez mais tristes cada vez mais claros.
É como as folhas que caíem no chão, conscientes do fim,
sem cor, sem música, mas com asas.
Os sentimentos não morrem, pois muito menos creio na morte,
apenas o tempo passa, as folhas caíem os cheiros viajam.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Critica Gastronomica II - cozinhados de Leo Burnett com maozinha do xico
Critica Gastronomica - Um novo espaço, uma outra concepçao de cozinha
quarta-feira, novembro 07, 2007
E se nao houvesse rouxinois?
domingo, outubro 28, 2007
sexta-feira, outubro 26, 2007
E se o chão deixar de gostar de nós?
sexta-feira, outubro 19, 2007
Saudade
O corpo árido amargo dos ponteiros,
amadurece a pele rochosa da saudade.
Aqui os gestos repetem-se,
órfão de pulso, parado – Morto.
Das veias desabitadas de silêncios,
palavras turbulentas soltam gritos.
O tempo escava o peito,
queima o ar arrefece o corpo.
Os relógios sangram mas corpo está intacto:
teu, aqui.
amadurece a pele rochosa da saudade.
Aqui os gestos repetem-se,
órfão de pulso, parado – Morto.
Das veias desabitadas de silêncios,
palavras turbulentas soltam gritos.
O tempo escava o peito,
queima o ar arrefece o corpo.
Os relógios sangram mas corpo está intacto:
teu, aqui.
sábado, outubro 13, 2007
Clara
Adormeces a noite embalando o vento,
aústera, certa, infinita.
Eterna na efemeridada,
sossegas a calma e semeias o prazer.
aústera, certa, infinita.
Eterna na efemeridada,
sossegas a calma e semeias o prazer.
Desculpa...
sexta-feira, outubro 12, 2007
No corpo
Escrevo nas mãos com as lágrimas que sacudo do peito,
as frechas solitárias de te amar.
Inspiro-te com as pontas dos dedos,
e envolvo os teus ombros com os olhos.
Dispo-te a pele e respiro o sangue,
tropeço no teu ventre e caío: Nú!
as frechas solitárias de te amar.
Inspiro-te com as pontas dos dedos,
e envolvo os teus ombros com os olhos.
Dispo-te a pele e respiro o sangue,
tropeço no teu ventre e caío: Nú!
quarta-feira, outubro 10, 2007
JAN SAUDEK
Fui a Praga passar o passado fim de semana e da viagem trouxe algumas coisas no bolso. Do avião larguei o lado a humano inexistente dos checos e apenas trouxe as boas imgens da cidade, dos bons momentos com o joe que me veio visitar e os registos do velho amigo Saudek...
Jan Saudek nasceu em 1935 em Praga. Começou como fotógrafo, pintor e inspira-se no cinema de Geroges Mélies, ilusionista francês.



Jan Saudek nasceu em 1935 em Praga. Começou como fotógrafo, pintor e inspira-se no cinema de Geroges Mélies, ilusionista francês.



terça-feira, outubro 09, 2007
Poema feito
De mão rasgada peito amachucado,
o corpo negro de cabiz baixo bate o tempo.
Aqui infernos e paraísos coabitam,
fazem de uma fina linha o meu chão.
Do canto da solidão de olhos perdidos
escrevo com as unhas na parede:
o poema já tá feito.
o corpo negro de cabiz baixo bate o tempo.
Aqui infernos e paraísos coabitam,
fazem de uma fina linha o meu chão.
Do canto da solidão de olhos perdidos
escrevo com as unhas na parede:
o poema já tá feito.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Assim
Cresceu entre espinhos bravos e rosas pretas,
no fundo do corpo junto ao escuro.
Veio subindo subindo escada a escada,
pelo negro eco quase esquecido.
Os cantos outrora gelados e sombrios,
acolheram lírios e assustaram o vento.
Os pés enfraquecidos dançaram,
o corpo rendeu-se.
no fundo do corpo junto ao escuro.
Veio subindo subindo escada a escada,
pelo negro eco quase esquecido.
Os cantos outrora gelados e sombrios,
acolheram lírios e assustaram o vento.
Os pés enfraquecidos dançaram,
o corpo rendeu-se.
Ela
Pé ante pé mão na mão,
cerro os olhos e liberto o andar.
Sigo o teu chão - vestido de Outono
e oiço o estalar da Terra:
brota ela como fosse primavera.
cerro os olhos e liberto o andar.
Sigo o teu chão - vestido de Outono
e oiço o estalar da Terra:
brota ela como fosse primavera.
A Ti
Lá na planície calma e plana
o chão é feito dos teus cabelos,
as raízes as tuas mãos, o sol os teus olhos,
a água a tua beleza clara e serena.
Escuto calmamente o som da tua voz
que ecoa pelo céu e semeia os campos,
que sossega os meus ouvidos e acalma o meu corpo.
A terra seca outrora feita de rochas
deu lugar a um dilúvio de girassóis,
seguem o teu olhar de dia e choram por ele de noite.
Agora so resta saber:
Porque não lhes contas que de noite também es lua?
02out07
o chão é feito dos teus cabelos,
as raízes as tuas mãos, o sol os teus olhos,
a água a tua beleza clara e serena.
Escuto calmamente o som da tua voz
que ecoa pelo céu e semeia os campos,
que sossega os meus ouvidos e acalma o meu corpo.
A terra seca outrora feita de rochas
deu lugar a um dilúvio de girassóis,
seguem o teu olhar de dia e choram por ele de noite.
Agora so resta saber:
Porque não lhes contas que de noite também es lua?
02out07
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