terça-feira, abril 29, 2008

quarta-feira, abril 23, 2008

"Bichos". Mikhail Aldashin e Charles Swenson



BOOKASHKIS, de Mikhail Aldashin e Charles Swenson, Pilot Studio - RÚSSIA
(Melhor curta metragem no Anima Mundi - Rio de Janeiro, 2003)

terça-feira, abril 22, 2008

"The Pearce sisters"




"The Pearce sisters", de Luis Cook (Reino Unido) um dos vencedores do Grande Prémio Cinanima 2007.

quarta-feira, abril 16, 2008

Arte e a sua indefinição

Na história da humanidade assiste-se a uma metamorfose contínua dos pensamentos — filosofias e ideologias, das sociedades, tal como nas formas artísticas e consequentemente em novas mutações linguísticas. Antes de se puder debruçar sobre o conceito Arte é essencial recorrer a conceitos basilares como o que é História da Arte, Teoria da Arte, Critica de arte, para poder perceber a sua importancia e o seu papel nos diversos campos que a envolvem.História da Arte é a busca do conceito arte, numa visão diacrónica e sincrónica, enquanto Teoria da Arte é a contemplação do objecto artístico. Crítica de Arte é por sua vez a apreciação do valor artístico de uma obra, que tem como objecto de estudo o objecto artístico. O objecto artístico é o efeito do mundo exterior no mundo sensível, apreendido sensivelmente, pertencente ao mundo sensível e não apenas ao mundo inteligível. No livro “Conhecer os Filósofos” de Manuel Tavares e Mário Ferro, estes dois autores afirmam que o Homem é um individuo encerrado no seu egoísmo(“espírito subjectivo), que depois sai de si e se reconhece nos outros, constituindo-se em sociedade (“espírito objectivo”). Regressa novamente a si e aí encontra o ideal da arte, bem como o ideal religioso ou filosófico. Este ciclo leva a crer que o conteúdo da arte é o absoluto, mas que tem como forma o sensível. E. H. Gombrich, historiador de arte tem uma posição radical quanto à sua interpretação do que é arte. Gombrich procurou na sua obra não produzir uma leitura “relativista da arte”, daí a afirmar que "nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte", levando o cerne da questão ao extremo, afastando-se assim dos argumentos anteriores. Este autor deduz que arte é um valor e não um fenómeno da natureza, indo mais longe ao relatar que qualquer coisa pode ser arte desde que alguém o considere assim, não precisando de ter sido realizado por um artista plástico.Contudo, se queremos saber “O que é arte?” estamos à procura de um conceito descritivo (tout –court) correspondente à questão – é ou não é arte?!Segundo De Fusco a arte do Século XX agrupa-se em seis linhas: a formatividade, onde não há representação mas sim forma pura; Expressão, que assenta o seu discurso como expressão linguística da emoção, na fisionomia, no sentimento, na criatividade como crescente tomada de consciência da polivalência do signo; o Onírico; Arte Útil e Arte Social.Do ponto de vista da filosofia o primeiro carácter que define arte é o Fazer Humano, seguido da Comunicação Estética, Expressão Estética e por fim Composição Estética.A questão que se levanta no ponto Fazer Humano, é se pode substituir “Fazer” por “Fabricar”? O conceito actual de arte não obriga ao fabrico. A essência da arte é o fazer, na medida em que este não depende do “fabricar”, enquanto o “fabricar” depende do Fazer (Humano), exemplo a performance.Gillo Dorfles, no livro “As oscilações do Gosto” afirma que só através da arte é possível verificar-se uma “comunicação irracional, parcialmente inconsciente”, explicando assim a importância da arte em todos os campos da actividade do homem ligados ao sentimento, à educação, à sociabilidade. A Arte é dotada de uma profundidade, que remete a razão e a consciência para segundo plano, debruçando-se sobre a área da emoção e do sentimento.

Edgar Degas ao afirmar “Art is not what you see, but what you make others see”, remete para a pura arte da manipulação, que pode ser encarada como uma ciência do ponto de vista da psicologia.
A arte contemporânea assume um papel intrigante no que toca aos seus limites. Hoje corre-se o risco de ser mal interpretada devido à componente ética adjacente à “obra”.
Este fenómeno dos limites da arte, deixa os espectadores num estado entre ansiedade, a surpresa e o asco, onde todos os limites parecem ser rompidos.
Telas brancas, esculturas com gorduras humanas, esquartejamento de animais em galerias de arte, autoflagelação dos artistas, são exemplo das “bizarrices” que compõem a mundo artístico dos dias de hoje.
Há uns dias li no P2, suplemento do público, uma reportagem intitulada “Arte! Há limites éticos? que procurava dissecar um dos últimos trabalhos do artista plástico Sul Americano, Guillermo
Habacuc Vargas.
A sua última obra “Eres lo que lees” (Você é o que você lê), e entenda-se “criação” do ponto de vista etimológico da palavra e não dos actos, expôs numa galeria de arte um cão de rua faminto, deixando-o morrer à fome. Este trabalho ultrapassou todos os limites da razão e do eticamente aceitável, colocando em causa a posição e relevância do que é arte e quais serão os seus limites.
Foi considerado um monstro, psicopata, assassino, louco, mas quem será o verdadeiro culpado?
A Arte tem vivido do macabro, do choque como se fosse um novo tipo de “entretenimento” e o artista procura ganhar protagonismo e o grande público com isso.
Nos dias de hoje um dos papéis da arte, senão o principal passará por ela equacionar os seus limites!


Francisco Elias

quarta-feira, abril 09, 2008

Ao André!


Biblioteca do Fundão. 2005. Nuno, André e João.

Numa noite em que se vasculhava a memória, recordou-se esta imagem. Já não me lembrava dela, já não me lembrava que a tinha feito. 
Surgiu como brincadeira! Era na altura em que ainda andava a brincar com aberturas, exposições e distâncias focais...
Sem reccorer ao photoshop ou qualquer outro programa de manipulação de imagem, eis que surgiu uma fotografia curiosa. Onde está a máquina?Onde está o joão? Mas o andré aparece de costas e de frente?Mas o joão está atrás do André!?