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quinta-feira, setembro 30, 2010

(I am) Amsterdam

Amsterdão é uma ciadade de afectos, estórias, memórias, presentes e futuros. Como cidade ímpar vive de momentos únicos.
Eis uma das minhas cidades, um dos meus vícios...







http://www.youtube.com/watch?v=cMzAmrNS164

Fica a promessa de mais imagens...

terça-feira, setembro 07, 2010

Declaração de amor em carta aberta


Rapariga: A silhueta renascentista que trasnportas em ti, não é senão, o oposto das formas contemporâneas - as de perfeição inigualável-, na qual o teu corpo-objecto de seis séculos passados é incapaz de reinventar as mais "brejeiras" das palavras, tais como tesão e fornicação.
Na verdade pouco importa isso. A relação entre nós - Homens-, é obrigatoriamente sujo, bem imundo, vindo das entranhas e brindado com as vísceras. Com todas as veras é assim que te quero. É assim que gosto de ti. É assim o nosso "ludus way" a contemplar o nosso amor como puro jogo do come e deita fora. Amém.
Seis séculos findados e a palavra "Amar" parece ter caído em desuso. Se já antes estava morta, agora está morta, matada e enterrada.
Debruço-me sobre a tua sepultura secular e peço o teu perdão, não só pela falta de romantismo aparente, mas também pela pouca classe que parece vingar nestas linhas.
Permitam-me uma outra classe - a de necropsia:

Nome do cadáver: "Amar"
Hora da morte: 06h43m
Local: Ventre da sua mãe
Motivo: Sua própria definição
Sexo: Desconhecido

"Amar": Verbo intransitivo que não necessita de complemento para completar o seu significado. Que não transita, que não passa, que não se desenvolve, sem segundo sujeito - que morre à nascença, que morre sozinho!

Mas Rapariga: Nem tudo está morto, pois apesar de não te poder "amar", "Sexo-te"! "Sexo-te" como as gôndolas "sexam" os canais estreitos repletos de água; "Sexo-te" como as máscaras "sexam" os baús em tempos de Carnaval; "Sexo-te" como Tintoretto "sexava" telas e pincéis; "Sexo-te" como Michelangelo "sexava" as formas renascentistas.
E é assim: a despeito de todas as contrapartidas semânticas, metáfóricas e pseudos alegorias que digo: Gosto de ti: Assim: Aí: Sem rosto: Sem cheiro: Sem saudade. Amém.

Mulher, amo-te!
Beijo