Desde que rompemos a vagina às nossas mães, nós - homens e mulheres - nascemos mal ensinados. Contudo, diz-se - e o que se diz nem sempre é verdade - é que homem (aquele de pila grande ou pila curta) é à nascença um esboço ainda mais tosco que a mulher - repito "esboço"-, e não me refiro ao conceito de belo de nietzschze nem mesmo o que diz o avô ou a avó ou até mesmo o pai ou a mãe.
Segundo a gíria, o homem já foi leite, e a mulher - a quem faço uma vénia- terá o sido também segundo a mesma lógica (a lógica dos tomates) mas por quem proferido temporariamente esquecida.
O homem terá sido então marinheiro em dilúvios - correntes ou não - na pequena panela de pressão que seu devido pai carrega entre as pernas. Uma panela curiosa na verdade, sempre disposta a entrar em ebolição à mínima saia mais alçada ou decote mais desabruchado que rosas em plena primavera.
Esquecendo esta pequena divagação e fraca comparação que em nada ajudará a entender a moral deste texto e tentando ir um pouco mais directo ao que me levou a escrever este post, segundo parece, quando o Homem (e agora de volta ao todo) nasce, agarra-se às mamas de sua progenitora sugando-as até sentir a última gota - a de sangue! E já agora, em forma de parênteses e para os mais interessados, se é que existem neste blog, a secreção láctea de uma fêmea dias antes ou depois de parir chama-se colostro. Fim de parênteses!
O leite, também conhecido por ser a matéria prima da vida, visto ser o nosso primeiro alimento, torna-se assim no néctar que fará de nós crianças - homens (uma espécie de feijoada).
Crescemos e ficamos dependente dele, e a julgar pelas suas propriedades, medicamente e maternalmente pregadas toda a nossa infância e adolescência fará sempre parte da nossa vida. Provavelemente até haverá algum adulto que não tenha saído debaixo da saia de sua mãe (o que não me parece todo condenável - pois todos queremos estar debaixo de alguma) ainda o escutará.
As suas propriedas são fundamentais para a formaçao dos nossos dentes e ossos,e há quem diga que faz bem sono - estranho sei - mas tentarei medicar-me com ele na próxima insónia e aí, se este pasquim ainda existir e a minha vontade o permitir relaterei os efeitos secundários ou até mesmo colaterais que possam advir.
Esquecendo as suas propriedades e todas estas "diagonais", tento recuperar o cerne da questão e disparo: como é possível 6 litros de leite custarem mais que 6 litros de gasóleo do Pingo Doce de Vila Verde?
O leite está extremamente caro e não entendo a sua razão. Há mais vacas que poços de petroleo, logo deveria haver mais competição e consequentemente a baixa de preços (é o jogo duro e puro da economia - uma espécie de regra tês simples). Confesso que nunca me dei ao trabalho de contar o número de poços mas a julgar pela quantidade de vezes que, "divertidamente" ou inadvertidamente me cruzei com vacas, o cenário jamais poderia ser este. Já morei em alguns sítios perto e longe de quintas, até mesmo no estrangeiro e ainda assim nao vi um sequer poço de petróleo. Terei eu más companhias ou feito escolhas erradas? Contudo não conheço quem tenha poços de petróleo e ao que parece não é tão facil arranjar, por isso e pela facilidade, digo: "Eu quero uma vaca# desde que não tenha nome de Valentina.
Beijo,
Xico - o futuro latifundiário.
A todos um especial mês de Fevereiro - mês traiçoeiro!