sexta-feira, maio 30, 2008

Mais um fragmento

"Como por magia, da janela do quarto do Estudante brotou uma rosa vermelha."



"Com a rosa na mão, voou pelo bosque em busca da menina.
Mas por mais que a procurasse não a encontrou.
As árvores tinham-lhe dito que uma Rosa vermelha havia brotado, e cada pétala era dona de um amor puro.
Tivera medo do que ouviu e fugiu..."

terça-feira, maio 27, 2008

Fragmento do projecto

"Eis quando menos esperava encontrou uma rosa mesmo debaixo da janela do Estudante.
Para sua desilusão o rigor do Inverno quimara as suas veias, a geada os seus botões e a tempestada inclemente quebrara os seus ramos. Por isso, as suas rosas, que eram vermelhas como as patas das rolas e mais vermelhas que as flores de coral que serpenteiam nas profundezas do oceano, não desabrochariam nesse ano.




"Em desespero, o Rouxinol voou de encontro ao espinho aguçado, até que o seu sangue corresse nas suas veias tornando-se seu.
Com o coração em sangue entregou-se até a aurora desfazer a escuridão, enquanto a fria lua de cristal escutava-o inclinada no seu balcão celestial.
Com uma dor cada vez mais profunda, a dilacerar-lhe o peito e um nó a apertar-lhe a garganta, a força do Rouxinol começou a esmorecer à medida que a aurora se aproximava. O som da música que saía agora do seu corpo negro era quase imperceptível, mas o eco já tinha conduzido a música celestial nos seus cavalos velozes até à sua púrpura caverna, situada nas colinhas, onde se propagou por todo o vale, acordando dos seus sonhos os pastores já adormecidos."




"A roseira agora de pétalas fervillhava de vida, enquanto o Rouxinol jazia morto..."

domingo, maio 25, 2008

Amanhã vou para a America!!


Coco Rosie - Hairnet Paradise



Coco Rosie+Antony(Antony and the Johnsons)- Beautiful Boyz

Abraços!

segunda-feira, maio 12, 2008

FLUXUS

FLUXUS, é uma rede internacional de artistas, compositores, designers, empenhados em aproximar diferentes expressões artísticas.
Teve como guia conceptual John Cage, através do seu trabalho 4´33´´, onde busca a interactividade (de forma invertida) e a perda do centro, remontando ao movimento Situacionista.
Teve o seu auge na década 60 e 70 e procurava a anti-arte, pretendendo abolir o objecto artístico tradicional como "mercadoria".
Vivia essencialmente das artes visuais, música e literatura e teve como grandes contruibuidores Gustav Metzger e Wolf Vostell, entre outros.
Esteticamente foi equiparada ao Dadaísmo pela sua oposição ao equílibrio e por enfatizar a não lógica e o absurdo.
Na década de 90, a Fluxus inicou uma comunidade on-line em todo o mundo que visava a troca de experiências reais de performances, poesia visuais, música e vídeo.

Sun in your head, by Wolf Vostell


Para quem ficou curioso pode espreitar:
http://www.fluxus.org/

O que há melhor do que o amor?

Na minha incursão por terras Inglesas descobri algo melhor que o amor.
É possível? Sim, quando nos dão a conhecer e a provar
 Flapjacks! 
São pequenos cubos de aveia, com licor de plátano, sinónimo de  puro regalo para o paladar.
Faz quase dois meses que esperava por este dia, e o meu primo Borges e a minha prima Sara saciaram me com duas caixas...

Bem haja!



quarta-feira, maio 07, 2008

Aguentem-se que ele vai a caminho....



Boa viagem Teco!
Domina para aí..
Abraço!!

terça-feira, maio 06, 2008

"O Rouxinol e a Rosa", de Oscar Wilde indevidamente alterado por mim e pelo Rui



A minha animação é uma adulteração desta estória de Oscar Wilde.
A imagem fará parte do genérico inicial.

Bem haja Ruizinho pelo brio da tua escrita!

quinta-feira, maio 01, 2008

Projecto Final de Fim de Curso

À semelhança da animação do Pedro Serrazina, "Tale About the Cat and the Moon", também eu decidi fazer uma incursão pelo amor, pelo amor puro, do medo de nos entregarmos a ele!
Porquê? Talvez pelo desafio, pois nunca pensei abordar esta coisa do "amor"...
Deixo um cheirinho do que está para vir...bom?mau? Não faço ideia...


Mesa de trabalho


Mural com os esboços


Esboço


Cena 1


Cena 1.1

Técnica: Mista (Vectorial e Fotografia)

terça-feira, abril 29, 2008

quarta-feira, abril 23, 2008

"Bichos". Mikhail Aldashin e Charles Swenson



BOOKASHKIS, de Mikhail Aldashin e Charles Swenson, Pilot Studio - RÚSSIA
(Melhor curta metragem no Anima Mundi - Rio de Janeiro, 2003)

terça-feira, abril 22, 2008

"The Pearce sisters"




"The Pearce sisters", de Luis Cook (Reino Unido) um dos vencedores do Grande Prémio Cinanima 2007.

quarta-feira, abril 16, 2008

Arte e a sua indefinição

Na história da humanidade assiste-se a uma metamorfose contínua dos pensamentos — filosofias e ideologias, das sociedades, tal como nas formas artísticas e consequentemente em novas mutações linguísticas. Antes de se puder debruçar sobre o conceito Arte é essencial recorrer a conceitos basilares como o que é História da Arte, Teoria da Arte, Critica de arte, para poder perceber a sua importancia e o seu papel nos diversos campos que a envolvem.História da Arte é a busca do conceito arte, numa visão diacrónica e sincrónica, enquanto Teoria da Arte é a contemplação do objecto artístico. Crítica de Arte é por sua vez a apreciação do valor artístico de uma obra, que tem como objecto de estudo o objecto artístico. O objecto artístico é o efeito do mundo exterior no mundo sensível, apreendido sensivelmente, pertencente ao mundo sensível e não apenas ao mundo inteligível. No livro “Conhecer os Filósofos” de Manuel Tavares e Mário Ferro, estes dois autores afirmam que o Homem é um individuo encerrado no seu egoísmo(“espírito subjectivo), que depois sai de si e se reconhece nos outros, constituindo-se em sociedade (“espírito objectivo”). Regressa novamente a si e aí encontra o ideal da arte, bem como o ideal religioso ou filosófico. Este ciclo leva a crer que o conteúdo da arte é o absoluto, mas que tem como forma o sensível. E. H. Gombrich, historiador de arte tem uma posição radical quanto à sua interpretação do que é arte. Gombrich procurou na sua obra não produzir uma leitura “relativista da arte”, daí a afirmar que "nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte", levando o cerne da questão ao extremo, afastando-se assim dos argumentos anteriores. Este autor deduz que arte é um valor e não um fenómeno da natureza, indo mais longe ao relatar que qualquer coisa pode ser arte desde que alguém o considere assim, não precisando de ter sido realizado por um artista plástico.Contudo, se queremos saber “O que é arte?” estamos à procura de um conceito descritivo (tout –court) correspondente à questão – é ou não é arte?!Segundo De Fusco a arte do Século XX agrupa-se em seis linhas: a formatividade, onde não há representação mas sim forma pura; Expressão, que assenta o seu discurso como expressão linguística da emoção, na fisionomia, no sentimento, na criatividade como crescente tomada de consciência da polivalência do signo; o Onírico; Arte Útil e Arte Social.Do ponto de vista da filosofia o primeiro carácter que define arte é o Fazer Humano, seguido da Comunicação Estética, Expressão Estética e por fim Composição Estética.A questão que se levanta no ponto Fazer Humano, é se pode substituir “Fazer” por “Fabricar”? O conceito actual de arte não obriga ao fabrico. A essência da arte é o fazer, na medida em que este não depende do “fabricar”, enquanto o “fabricar” depende do Fazer (Humano), exemplo a performance.Gillo Dorfles, no livro “As oscilações do Gosto” afirma que só através da arte é possível verificar-se uma “comunicação irracional, parcialmente inconsciente”, explicando assim a importância da arte em todos os campos da actividade do homem ligados ao sentimento, à educação, à sociabilidade. A Arte é dotada de uma profundidade, que remete a razão e a consciência para segundo plano, debruçando-se sobre a área da emoção e do sentimento.

Edgar Degas ao afirmar “Art is not what you see, but what you make others see”, remete para a pura arte da manipulação, que pode ser encarada como uma ciência do ponto de vista da psicologia.
A arte contemporânea assume um papel intrigante no que toca aos seus limites. Hoje corre-se o risco de ser mal interpretada devido à componente ética adjacente à “obra”.
Este fenómeno dos limites da arte, deixa os espectadores num estado entre ansiedade, a surpresa e o asco, onde todos os limites parecem ser rompidos.
Telas brancas, esculturas com gorduras humanas, esquartejamento de animais em galerias de arte, autoflagelação dos artistas, são exemplo das “bizarrices” que compõem a mundo artístico dos dias de hoje.
Há uns dias li no P2, suplemento do público, uma reportagem intitulada “Arte! Há limites éticos? que procurava dissecar um dos últimos trabalhos do artista plástico Sul Americano, Guillermo
Habacuc Vargas.
A sua última obra “Eres lo que lees” (Você é o que você lê), e entenda-se “criação” do ponto de vista etimológico da palavra e não dos actos, expôs numa galeria de arte um cão de rua faminto, deixando-o morrer à fome. Este trabalho ultrapassou todos os limites da razão e do eticamente aceitável, colocando em causa a posição e relevância do que é arte e quais serão os seus limites.
Foi considerado um monstro, psicopata, assassino, louco, mas quem será o verdadeiro culpado?
A Arte tem vivido do macabro, do choque como se fosse um novo tipo de “entretenimento” e o artista procura ganhar protagonismo e o grande público com isso.
Nos dias de hoje um dos papéis da arte, senão o principal passará por ela equacionar os seus limites!


Francisco Elias

quarta-feira, abril 09, 2008

Ao André!


Biblioteca do Fundão. 2005. Nuno, André e João.

Numa noite em que se vasculhava a memória, recordou-se esta imagem. Já não me lembrava dela, já não me lembrava que a tinha feito. 
Surgiu como brincadeira! Era na altura em que ainda andava a brincar com aberturas, exposições e distâncias focais...
Sem reccorer ao photoshop ou qualquer outro programa de manipulação de imagem, eis que surgiu uma fotografia curiosa. Onde está a máquina?Onde está o joão? Mas o andré aparece de costas e de frente?Mas o joão está atrás do André!?



segunda-feira, março 24, 2008

Coimbra - York em jeito de estória...Parte I

Dou neste momento por terminada a minha viagem a Inglaterra!
É meia noite, 25 de Março e acabei de chegar ao ponto de partida – Coimbra!
Faz hoje 10 dias que saí daqui rumo a York, Inglaterra e na bagagem muitas vontades e saudades que me pesavam no corpo. Apanhei o comboio das 7 e 45 da manha com destino a Faro, com uma paragem a meio na cidade das sete colinas. O frio fazia-se sentir, mas á medida que atravessava o Alentejo o calor foi-se instalando.
Na carruagem 21 do Intercidades conheci Sr. Chico, um algarvio de Vila Real de Santo António. O seu aspecto rude, o seu tamanho atípico (um gigante, para um velho na casa dos setenta e poucos anos), o seu olhar apagado e as suas mãos pesadas, atribuíam-lhe um aspecto assustador. Fiquei reticente até ele desfazer o seu disfarce. Uma criança hiperactiva despertou e tinha acabado de entrar na idade dos porquês! Quem sou eu? Que faço aqui? Para onde vou? Onde saio?
Quem sou eu já dava para muitas horas de conversa para os amantes da filosofia, mas a resposta era simples: sou o Chico! Mas não há bela sem senão, tudo se complicou quando deixámos a terra e passámos para o ar, e a fronteira de Portugal ficou lá longe!
Já no aeroporto de Faro e o Sr. Chico no conforto de sua casa, apanhei o avião para Leeds.
Oito anos depois estava de regresso a Inglaterra, com os braços e pernas mais compridos, olhar diferente, com a vontade de conhecer um novo mundo e partilhá-lo com quem mais se gosta.
Para já estou sozinho, não há o Agostinho nem os outros que viajaram comigo há quase uma década, para partilhar o meu pé estranhamente pouco nervoso. Saí do avião com um nova amiga, uma amizade consumada no autocarro que nos transportou da porta 25 do aeroporto de faro até aeronave que tinha estampado a vermelho e letras bem gordas e pesadas “Yorkshire” . Não estava enganado! Não trocámos nomes, apenas o desabafo de quem receava o pássaro de metal e dezoito anos de uma Inglesa em Portugal.
Dou outro lado e com os pés já bem assentes na terra estavas tu. Esperavas-me pintada de azul sobre um “dourado vermelho”, de forma intacta, trejeitos sem tirar nem pôr, de desenho único. Estavas deliciosamente definida...

terça-feira, março 04, 2008

Donna Maciocia - Yeah, you can be my muse

No pouco tempo que costumo perder no youtube, foi o suficiente para tropeçar na desconhecida Donna Maciocia! Gostei do que vi e ouvi, e apesar se não adepto de vídeos em blogs aqui fica esta excepção...