terça-feira, abril 29, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
"Bichos". Mikhail Aldashin e Charles Swenson
BOOKASHKIS, de Mikhail Aldashin e Charles Swenson, Pilot Studio - RÚSSIA
(Melhor curta metragem no Anima Mundi - Rio de Janeiro, 2003)
terça-feira, abril 22, 2008
"The Pearce sisters"
"The Pearce sisters", de Luis Cook (Reino Unido) um dos vencedores do Grande Prémio Cinanima 2007.
quarta-feira, abril 16, 2008
Arte e a sua indefinição
A arte contemporânea assume um papel intrigante no que toca aos seus limites. Hoje corre-se o risco de ser mal interpretada devido à componente ética adjacente à “obra”.
Este fenómeno dos limites da arte, deixa os espectadores num estado entre ansiedade, a surpresa e o asco, onde todos os limites parecem ser rompidos.
Telas brancas, esculturas com gorduras humanas, esquartejamento de animais em galerias de arte, autoflagelação dos artistas, são exemplo das “bizarrices” que compõem a mundo artístico dos dias de hoje.
Há uns dias li no P2, suplemento do público, uma reportagem intitulada “Arte! Há limites éticos? que procurava dissecar um dos últimos trabalhos do artista plástico Sul Americano, Guillermo Habacuc Vargas.
A sua última obra “Eres lo que lees” (Você é o que você lê), e entenda-se “criação” do ponto de vista etimológico da palavra e não dos actos, expôs numa galeria de arte um cão de rua faminto, deixando-o morrer à fome. Este trabalho ultrapassou todos os limites da razão e do eticamente aceitável, colocando em causa a posição e relevância do que é arte e quais serão os seus limites.
Foi considerado um monstro, psicopata, assassino, louco, mas quem será o verdadeiro culpado?
A Arte tem vivido do macabro, do choque como se fosse um novo tipo de “entretenimento” e o artista procura ganhar protagonismo e o grande público com isso.
Nos dias de hoje um dos papéis da arte, senão o principal passará por ela equacionar os seus limites!
Francisco Elias
quarta-feira, abril 09, 2008
Ao André!

Biblioteca do Fundão. 2005. Nuno, André e João.
Numa noite em que se vasculhava a memória, recordou-se esta imagem. Já não me lembrava dela, já não me lembrava que a tinha feito.
terça-feira, abril 08, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
segunda-feira, março 24, 2008
Coimbra - York em jeito de estória...Parte I
É meia noite, 25 de Março e acabei de chegar ao ponto de partida – Coimbra!
Faz hoje 10 dias que saí daqui rumo a York, Inglaterra e na bagagem muitas vontades e saudades que me pesavam no corpo. Apanhei o comboio das 7 e 45 da manha com destino a Faro, com uma paragem a meio na cidade das sete colinas. O frio fazia-se sentir, mas á medida que atravessava o Alentejo o calor foi-se instalando.
Na carruagem 21 do Intercidades conheci Sr. Chico, um algarvio de Vila Real de Santo António. O seu aspecto rude, o seu tamanho atípico (um gigante, para um velho na casa dos setenta e poucos anos), o seu olhar apagado e as suas mãos pesadas, atribuíam-lhe um aspecto assustador. Fiquei reticente até ele desfazer o seu disfarce. Uma criança hiperactiva despertou e tinha acabado de entrar na idade dos porquês! Quem sou eu? Que faço aqui? Para onde vou? Onde saio?
Quem sou eu já dava para muitas horas de conversa para os amantes da filosofia, mas a resposta era simples: sou o Chico! Mas não há bela sem senão, tudo se complicou quando deixámos a terra e passámos para o ar, e a fronteira de Portugal ficou lá longe!
Já no aeroporto de Faro e o Sr. Chico no conforto de sua casa, apanhei o avião para Leeds.
Oito anos depois estava de regresso a Inglaterra, com os braços e pernas mais compridos, olhar diferente, com a vontade de conhecer um novo mundo e partilhá-lo com quem mais se gosta.
Para já estou sozinho, não há o Agostinho nem os outros que viajaram comigo há quase uma década, para partilhar o meu pé estranhamente pouco nervoso. Saí do avião com um nova amiga, uma amizade consumada no autocarro que nos transportou da porta 25 do aeroporto de faro até aeronave que tinha estampado a vermelho e letras bem gordas e pesadas “Yorkshire” . Não estava enganado! Não trocámos nomes, apenas o desabafo de quem receava o pássaro de metal e dezoito anos de uma Inglesa em Portugal.
Dou outro lado e com os pés já bem assentes na terra estavas tu. Esperavas-me pintada de azul sobre um “dourado vermelho”, de forma intacta, trejeitos sem tirar nem pôr, de desenho único. Estavas deliciosamente definida...
terça-feira, março 04, 2008
Donna Maciocia - Yeah, you can be my muse
terça-feira, fevereiro 26, 2008
A Morte do Autor [1967] - Roland Barthes
A Morte do Autor [1967]
Roland Barthes
Na sua novela Sarrasine, Balzac, falando de um castrado disfarçado de mulher,
escreve esta frase: «Era a mulher, com os seus medos súbitos, os seus caprichos
sem razão, as suas perturbações instintivas, as suas audácias sem causa, as sua
bravatas e a sua deliciosa delicadeza de sentimentos. - Quem fala assim? Será
o herói da novela, interessado em ignorar o castrado que se esconde sob a mulher?
Será o individuo Balzac, provido pela sua experiência pessoal de uma filosofia da
mulher? Será o autor Balzac, professando idéias «literárias» sobre a feminilidade?
Será a sabedoria universal? A psicologia romântica? Será para sempre impossível
sabê-lo, pela boa razão de que a escrita é destruição de toda a voz, de toda a
origem. A escrita é esse neutro, esse compósito, esse obliquo para onde foge o
nosso sujeito, o preto-e-branco aonde vem perder-se toda a identidade, a começar
precisamente pela do corpo que escreve.
**
Sem dúvida que foi sempre assim: desde o momento em que um facto é contado,
para fins intransitivos, e não para agir directamente sobre o real, quer dizer,
finalmente fora de qualquer função que não seja o próprio exercício do símbolo,
produz-se este desfasamento, a voz perde a sua origem, o autor entra na sua
própria morte, a escrita começa. Todavia, o sentimento deste fenomeno tem sido
variável; nas sociedades etnográficas não há nunca uma pessoa encarregada da
narrativa, mas um mediador, châmane ou recitador, de que podemos em rigor
admirar a prestação» (quer dizer, o domínio do código narrativo), mas nunca o
«gênio». O autor é uma personagem moderna, produzida sem dúvida pela nossa
sociedade, na medida em que, ao terminar a idade Média, com o empirismo
inglês, o racionalismo francês e a fé pessoal da Reforma, ela descobriu o prestigio
pessoal do indivíduo, ou como se diz mais nobremente, da «pessoa humana». É
pois lógico que, em matéria de literatura, tenha sido o positivismo, resumo e
desfecho da ideologia capitalista, a conceder a maior importância à «pessoa» do
autor. O autor reina ainda nos manuais de história literária, nas biografias de
escritores, nas entrevistas das revistas, e na própria consciência dos literatos,
preocupados em juntar, graças ao seu diário intimo, a sua pessoa e a sua obra;
a imagem da literatura que podemos encontrar na cultura corrente é tiranicamente
centrada no autor, na sua pessoa, na sua história, nos seus gostos, nas suas
paixões; a crítica consiste ainda, a maior parte das vezes, em dizer que a obra
de Baudelaire é o falhanço do homem Baudelaire, que a de Van Gogh é a sua
loucura, a de Tchaikowski o seu vício: a explicação da obra é sempre procurada
do lado de quem a produziu, como se, através da alegoria mais ou menos
transparente da ficção, fosse sempre afinal a voz de uma só e mesma pessoa, o
autor, que nos entregasse a sua «confidência».
Apesar de o império do Autor ser ainda muito poderoso (a nova crítica não fez
muitas vezes senão consolidá-lo), é evidente que certos escritores já há muito
tempo que tentaram abalá-lo. Em França, Mallarmé, sem dúvida o primeiro, viu
e previu em toda a sua amplitude a necessidade de pôr a própria linguagem no
lugar daquele que até então se supunha ser o seu proprietário; para ele, como
para nós, é a linguagem que fala, não é o autor; escrever é, através de uma
impessoalidade prévia – impossível .de alguma vez ser confundida com a
objectividade castradora do romancista realista –, atingir aquele ponto em que
só a linguagem actua, «performa», e não «eu»: toda a poética de Mallarmé consiste
em suprimir. O autor em proveito da escrita (o que é, como veremos, restituir o
seu lugar ao leitor). Valéry, muito envolvido numa psicologia do Eu, edulcorou
muito a teoria mallarmeana, mas, reportando-se por gosto do classicismo às lições
da retórica, não cessou de pôr em dúvida e em irrisão o Autor, acentuou a natureza
linguística e como que «arriscada» da sua actividade, e reivindicou sempre, ao
longo dos seus livros em prosa, em favor da condição essencialmente verbal da
literatura, perante a qual qualquer recurso à interioridade do escritor lhe parecia
pura superstição. O próprio Proust, a despeito do carácter aparentemente
psicológico daquilo a que chamam as suas análises, atribuiu-se visivelmente a
tarefa de confundir inexoravelmente, por uma subtilização extrema, a relação
entre o escritor e as suas personagens: ao fazer de narrador, não aquele que viu
ou sentiu, nem sequer aquele que escreve, mas aquele que vai escrever (o jovem
do romance - mas, afinal, que idade tem ele, e quem é ele? quer escrever, mas
não pode, e o romance termina quando finalmente a escrita se torna possível),
Proust deu à escrita moderna a sua epopéia: por uma inversão radical, em lugar
de pôr a sua vida no seu romance, como se diz frequentemente, fez da sua própria
vida uma obra, da qual o seu livro foi como que o modelo, de modo que nos fosse
bem evidente que não é Charlus que emita Montesquiou, mas que Montesquiou,
na sua realidade anedótica, histórica, não é senão um fragmento secundário,
derivado, de Charlus. O Surrealismo enfim, para ficarmos por esta pré-história da
modernidade, não podia atribuir à linguagem um lugar soberano, na medida em
que a linguagem é sistema, uma subversão directa dos códigos aliás ilusória,
porque um código não se pode destruir, apenas podemos «jogá-lo»; mas, ao
recomendar sem cessar a ilusão brusca dos sentidos esperados (era o famoso
«safanão» surrealista), ao confiar à mão a preocupação de escrever tão depressa
quanto possível o que a própria cabeça ignora (era a escrita automática), ao
aceitar o principio e a experiência de uma escrita a vários, o Surrealismo contribuiu
para dessacralizar a imagem do Autor. Enfim, de fora da própria literatura (a bem
dizer, estas distinções tornam-se obsoletas), a linguística acaba de fornecer à
destruição do Autor um instrumento analítico precioso, ao mostrar que a enunciação
é inteiramente um processo vazio que funciona na perfeição sem precisar de ser
preenchido pela pessoa dos “interlocutores”; linguisticamente, “o autor nunca é
nada mais para além daquele que escreve,” tal “como eu não é senão aquele que
diz eu: a linguagem conhece um «sujeito», não uma «pessoa», e. esse sujeito,
vazio fora da própria enunciação que o define, basta para fazer «suportar» a
linguagem, quer dizer, para a esgotar.
**
O afastamento do Autor (com Brecht, poderíamos falar aqui de um verdadeiro
«distanciamento», diminuindo o Autor como uma figurinha lá ao fundo da cena
literária) não é apenas um facto histórico ou um acto de escrita: ele transforma
de ponta a ponta o texto moderno (ou o que é a mesma coisa –t o texto é a partir
de agora feito e lido de tal sorte que nele, a todos os seus níveis, o autor se
ausenta). O tempo, em primeiro lugar, já não é o mesmo. O Autor, quando se
acredita nele, é sempre concebido como o passado do seu próprio livro: o livro
e o autor colocam-se a si próprios numa mesma linha, distribuída como um antes
e um depois: supõe-se que o Autor alimenta o livro, quer dizer que existe antes
dele, pensa, sofre, vive com ele; tem com ele a mesma relação de antecedência
que um pai mantém com o seu filho. Exactamente ao contrário, o scriptor moderno
nasce ao mesmo tempo que o seu texto; não está de modo algum provido de um
ser que precederia ou excederia a sua escrita, não é de modo algum o sujeito de
que o seu livro seria o predicado; não existe outro tempo para além do da
enunciação, e, todo o texto é escrito eternamente aqui e agora. É que (ou seguese
que) escrever já não pode designar uma operação de registo, de verificação,
de «pintura» (como diziam os Clássicos), mas sim aquilo a que os linguistas, na,
sequência da filosofia oxfordiana, chamam um performativo, forma verbal rara
(exclusivamente dada na primeira pessoa e no presente), na qual a enunciação
não tem outro conteúdo (outro enunciado) para além do acto pelo qual é proferida:
algo como o Eu declaro dos reis ou o Eu canto dos poetas muito antigos; o scriptor
moderno, tendo enterrado o Autor, já não pode portanto acreditar, segundo a
visão patética dos seus predecessores, que a sua mão é demasiado lenta para o
seu pensamento ou a sua paixão, e que em consequência, fazendo uma lei da
necessidade, deve acentuar esse atraso e «trabalhar» indefinidamente a sua
forma; para ele, ao contrário, a sua mão, desligada de toda a voz, levada por um
puro gesto de inscrição (e não de expressão), traça um campo sem origem – ou
que, pelo menos, não tem outra origem para lá da própria linguagem, isto é,
exactamente aquilo que repõe incessantemente em causa toda a origem.
**
Sabemos agora que um texto não é feito de uma linha de palavras, libertando um
sentido único, de certo modo teológico (que seria a «mensagem» do Autor-Deus),
mas um espaço de dimensões múltiplas, onde se casam e se contestam escritas
variadas, nenhuma das quais é original: o texto é um tecido de citações, saldas
dos mil focos da cultura. Parecido com Bouvard e Pécuchet, esses eternos copistas,
ao mesmo tempo sublimes e comicos, e cujo profundo ridículo designa
precisamente a verdade da escrita, o escritor não pode deixar de imitar um gesto
sempre anterior, nunca original; o seu único poder é o de misturar as escritas, de
as contrariar umas às outras, de modo a nunca se apoiar numa delas; se quisesse
exprimir-se, pelo menos deveria saber que a «coisa» interior que tem a pretensão
de «traduzir» não passa de um dicionário totalmente composto, cujas palavras só
podem explicar-se através de outras palavras, e isso indefinidamente: aventura
que adveio exemplarmente ao jovem Thomas de Quincey, tio bom em grego que,
para traduzir para esta língua morta idéias e imagens absolutamente modernas,
diz-nos Baudelaire, «tinha criado para si um dicionário sempre pronto, muito
mais complexo e extenso do que aquele que resulta da vulgar paciência dos
temas puramente literários» (Os Paraísos Artificiais); sucedendo ao Autor, o
scriptor não tem já em si paixões, humores, sentimentos, impressões, mas sim
esse imenso dicionário onde vai buscar uma escrita que não pode conhecer
nenhuma paragem: a vida nunca faz mais do que imitar o livro, e esse livro não
é ele próprio senão um tecido de signos, imitação perdida, infinitamente recuada.
**
Uma vez o autor afastado, a pretensão de «decifrar» um texto torna-se totalmente
inútil. Dar um Autor a um texto é impor a esse texto um mecanismo de segurança,
é dotá-lo de um significado último, é fechar a escrita. Esta concepção convém
perfeitamente à critica, que pretende então atribuir-se a tarefa importante de
descobrir o Autor (ou as suas hipóstases: a sociedade, a história, a psique, a
liberdade) sob a obra: encontrado o Autor, o texto é «explicado», o critico venceu;
não há pois nada de espantoso no facto de, historicamente, o reino do Autor ter
sido também o do Critico, nem no da critica (ainda que nova) ser hoje abalada
ao mesmo tempo que o Autor. Na escrita moderna, com efeito, tudo está por
deslindar, mas nada está por decifrar; a estrutura pode ser seguida, «apanhada»
(como se diz de uma malha de meia que cai) em todas as suas fases e em todos
os seus níveis, mas não há fundo; o espaço da escrita percorre-se, não se perfura;
a escrita faz incessantemente sentido, mas é sempre para o evaporar; procede
a uma isenção sistemática do sentido, por isso mesmo, a literatura (mais valia
dizer, a partir de agora, a escrita), ao recusar consignar ao texto (e ao mundo
como texto) um «segredo», quer dizer, um sentido último, liberta uma actividade
a que poderíamos chamar contraideológica, propriamente revolucionária, pois
recusar parar o sentido é afinal recusar Deus e as suas hipóstases, a razão, a
ciência, a lei.
**
Regressemos à frase de Balzac. Ninguém (isto é, nenhuma «pessoa») a disse: a
sua origem, a sua voz não é o verdadeiro lugar da escrita, é a leitura. Um exemplo,
bastante preciso, pode fazê-lo a compreender: investigações recentes (J.P. Vernant)
trouxeram à luz a natureza constitutivamente ambígua da tragédia grega; o texto
é nela tecido com palavras de duplo sentido, que cada personagem compreende
unilateralmente (este perpétuo mal-entendido é precisamente o «trágico»); há
contudo alguém que entende cada palavra na sua duplicidade, e entende, além
disso, se assim podemos dizer, a própria surdez das personagens que falam diante
dele: esse alguém é precisamente o leitor (ou, aqui, o ouvinte). Assim se revela
o ser total da escrita: um texto é feito de escritas múltiplas, saídas de várias
culturas e que entram umas com as outras em diálogo, em paródia, em contestação;
mas há um lugar em que essa multiplicidade se reúne, e esse lugar não é o autor,
como se tem dito até aqui, é o leitor: o leitor é o espaço exacto em que se
inscrevem, sem que nenhuma se perca, todas as citações de que uma escrita é
feita; a unidade de um texto não está na sua origem, mas no seu destino, mas
este destino já não pode ser pessoal: o leitor é um homem sem história, sem
biografia, sem psicologia; é apenas esse alguém que tem reunidos num mesmo
campo todos os traços que constituem o escrito. É por isso que é irrisório ouvir
condenar a nova escrita em nome de um humanismo que se faz hipocritamente
passar por campeio dos direitos do leitor. O leitor, a critica clássica nunca dele
se ocupou; para ela, não há na literatura qualquer outro homem para além daquele
que escreve. Começamos hoje a deixar de nos iludir com essa espécie de antifrases
pelas quais a boa sociedade recrimina soberbamente em favor daquilo que
precisamente põe de parte, ignora, sufoca ou destrói; sabemos que, para devolver
à escrita o seu devir, é preciso inverter o seu mito: o nascimento do leitor tem de
pagar-se com a morte do Autor.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Este pasquim é certamente uma pieguice pegada...
Não!Não fui eu que escrevi mais uma pieguice na porta da casa de banho!
Desta vez foi o joe! Assaltou-me o telemovel vezes sem conta...
A distância tem um poder brutal: ou afasta ou aproxima!
Qual é a probabilidade de duas pessoas, em países diferentes, horas diferentes e que não se falam à uns meses estarem a pensar um no outro em simultâneo?Pouca...Muito pouca...
A saudade é um bicho esquesito, não é Joe?

O gandi vai perguntando por ti....
domingo, janeiro 27, 2008
Clara
De mão dada passeamos nas ruas de casa, tu bela, eu teu!
Enquanto os teus olhos sossegam as inquietações o teu corpo conquista a paz.
Ao velho do restelo
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Beijo de boa noite
terça-feira, janeiro 22, 2008
domingo, janeiro 20, 2008
As primeiras 4 perguntas do dia são:
Todos os dias ao saír de casa cruzo-me com esta imagem e questiono-me sempre:
Quem terá sido o atrevido que me afronta logo pela manhã com tamanha questão, quem é que ousou brincar assim com a semiótica!?
Com os olhos mal abertos e com o raciocínio ainda perdido pelos lençóis, pergunto-me três vezes mais:
Será que gostar é morrer? Será que amar significa ficarmos cegos? Será que ainda vou a tempo de apanhar o autocarro?







