quinta-feira, outubro 07, 2010

quinta-feira, setembro 30, 2010

(I am) Amsterdam

Amsterdão é uma ciadade de afectos, estórias, memórias, presentes e futuros. Como cidade ímpar vive de momentos únicos.
Eis uma das minhas cidades, um dos meus vícios...







http://www.youtube.com/watch?v=cMzAmrNS164

Fica a promessa de mais imagens...

terça-feira, setembro 07, 2010

Declaração de amor em carta aberta


Rapariga: A silhueta renascentista que trasnportas em ti, não é senão, o oposto das formas contemporâneas - as de perfeição inigualável-, na qual o teu corpo-objecto de seis séculos passados é incapaz de reinventar as mais "brejeiras" das palavras, tais como tesão e fornicação.
Na verdade pouco importa isso. A relação entre nós - Homens-, é obrigatoriamente sujo, bem imundo, vindo das entranhas e brindado com as vísceras. Com todas as veras é assim que te quero. É assim que gosto de ti. É assim o nosso "ludus way" a contemplar o nosso amor como puro jogo do come e deita fora. Amém.
Seis séculos findados e a palavra "Amar" parece ter caído em desuso. Se já antes estava morta, agora está morta, matada e enterrada.
Debruço-me sobre a tua sepultura secular e peço o teu perdão, não só pela falta de romantismo aparente, mas também pela pouca classe que parece vingar nestas linhas.
Permitam-me uma outra classe - a de necropsia:

Nome do cadáver: "Amar"
Hora da morte: 06h43m
Local: Ventre da sua mãe
Motivo: Sua própria definição
Sexo: Desconhecido

"Amar": Verbo intransitivo que não necessita de complemento para completar o seu significado. Que não transita, que não passa, que não se desenvolve, sem segundo sujeito - que morre à nascença, que morre sozinho!

Mas Rapariga: Nem tudo está morto, pois apesar de não te poder "amar", "Sexo-te"! "Sexo-te" como as gôndolas "sexam" os canais estreitos repletos de água; "Sexo-te" como as máscaras "sexam" os baús em tempos de Carnaval; "Sexo-te" como Tintoretto "sexava" telas e pincéis; "Sexo-te" como Michelangelo "sexava" as formas renascentistas.
E é assim: a despeito de todas as contrapartidas semânticas, metáfóricas e pseudos alegorias que digo: Gosto de ti: Assim: Aí: Sem rosto: Sem cheiro: Sem saudade. Amém.

Mulher, amo-te!
Beijo

segunda-feira, setembro 06, 2010

Dolce Vita






O leão já ruje por estas bandas...depois conto como foi.

Beijo

terça-feira, junho 29, 2010

Psicologia Feminia e o seu estado de putefracção


Psicologia Feminina é o título do livro de Paulo Mantegazza, um pensador italiano do fim do século XIX início do século XX. Para além de pensador, terá sido uma espécie de visionário, um excelente observador da realidade de então que antecipara um dos maiores problemas para o homem e não "H"omem no século XXI.
Esta obra é curisosa e não se deve apenas à reflexão do autor mas também ao contexto, sarcasmo, eloquência, e assertividade com que foi escrita e brilhantemente traduzida por Joaquim Dos Anjos.
Pode-se encontrar desde cedo o tom de "voz" do autor, ao ler na página que antecede a introdução, um pedido e não uma dedicatória: "ÁS MULHERES DE HOJE PARA QUE NOS PREPAREM A MULHER DO FUTURO".
Salvaguardo de antemão, tal como o autor, a ideia principal de que, "Eu não sou feminista, mas adoro a mulher, que é metade de mim mesmo, chame-se ela mãe, espôsa, filha ou irmã", e num plano secundário o seguinte: "e quando estou só, quer seja um dia, ou apenas uma hora, olho em roda, inquieto e triste, procurando a metade de mim mesmo, que perdi."
Eis o começo, o meio e o fim: "AS NOSSAS MULHERES. Eu porêm, não me alegro nem me resigno com a mulher como ela é, e olho para o futuro, que sem dúvida será melhor do que o presente (...). O meu livro não tem pretensões a ser uma o bra de arte, mas quere ser um livro documento, e invejo os vindouros, que daqui a séculos, encontrando um exemplar dele perdido em alguma livraria, hão-de exclamar com ar de compaixão: Como eram as mulheres do século XIX." Paulo Mantegazza termina a sua introdução refugiado no tempo, porventura influenciado pela beleza e optimismo da cidade de Florença donde em 1905 rematara a introdução: "Possam os pósteros, ao lerem êste livro, ver que já nos primeiros anos do século XX um modesto pensador tinha previsto êste alegre futuro." Como é visível, podemos considerar Mantegazzo, um utopista, um sonhador, onde seu pedido incial dirigido às mulheres não teve eco algum.
Hoje viveria um século XXI amargurado, passando os seus dias sobre escravaninha a dissertar mais volumes sobre a psicologia da mulher, intitulando -talvez, obras como: "Diabo Mudou de Sexo", "Diabo mascarou-se com nova plástica.", "Diabo e Botox, a mistura explosiva", Etc... .
A mulher do século XXI em nada parece distante da do século XIX, talvez mais refinada ou não fosse dizer o autor: "É (a mulher) uma liberta da civilização e da tirania embotada, mas ainda pungente. E das carícias que parecem bofetadas vinga-se com a mentira que se tornou para ela uma defesa necessária.". O autor diz ainda: "Deveríamos com tôda a razão ser acusados de chauvinismo se nos declarássemos satisfeitos com as nossa mulheres, quero dizer, com as mulheres europeas, como no-las (elas) tem tornado uma religião que já não é do nosso tempo, uma moral demasiado hipócrita e uma higiene recêm-nascida". Eis que surge uma questão pertinente: Como está a nossa segurança alimentar? Será que a mulher, a mulher dos nossos dias, aquela longe da ternura das mães ou das avós, passaria nas exigências da ASAE?

"Mesquinha compensação, escassa justiça, e descontentamento de duas criaturas que nasceram para viver sempre juntas, para se amarem e para beberem na mesma taça o néctar da felicidade, formam uma neblina que é o ao mesmo tempo fria, húmida e amarga"
Paulo Mantegazza, em "Psicologia Feminina". 1905.


Mulher, amo-te.

segunda-feira, junho 21, 2010

A obra imperfeita entre o Homem e Deus é a mulher


Não me lembro da primeira vez que a vi nem recordo a primeira vez que a fodi. Não sei mesmo em que cidade, vila ou aldeia terá sido. Não sei se foi à beira bar, numa ponte de veneza, na minha garagem ou à porta de sua casa. Não sei se foi contra um carro, dentro de um ou encostado a um poste da EDP. Não sei.
Sei que me apareceu uma noite sem avisar enquanto dormia. Vinha montada no que parecia ser um cavalo branco com uma gaiola dourada na mão. Era tudo tão branco que parecia uma santa num altar. Um altar móvel -pensei eu. Há muito tempo que não a via. Desfilava blindada no meu mundo, dona do mundo dona de mim. Não era santa nem tinha religião. Não era Deusa mesmo assemelhando-se a uma. Não era minha mesmo que viciado nela.
Pensemos que pudesse ser um bolo em potência.
A sua pele parecia polvilhada de fina farinha. Os seus seios acabamentos de um chefe dedicado. As suas ancas a forma perfeita. A sua vagina o lugar da vela.
Nunca tinha conhecido aquela textura, tamanho sabor, aroma tão desconcertante. Esfregava tudo o que podia. A minha língua, os meus dedos, o meu caralho, qualquer vértice do meu corpo. Comi-a repetidamente sem nunca me encher. Quando penetrada, manteiga derretida envolvia delicadamente o meu pénis. Os seus seios que trincava com tesão, fazia com que a pintasse num branco-chantilly instantâneo. Era eu a competir com os Deuses na criação da obra perfeita. Era como se tentasse escrever o meu nome no bolo, na história alcançando a divindade e a eternidade no seu corpo. Não parei. Trinquei-a vezes sem conta. Pintei-a vezes sem conta. Era minha obra também.
Suor de Picasso cobria-me, a inspiração de Picasso descrevi-a. (A puta da equação mais ingrata.) Mas ali estava ela. Serena. Na parede de um museu. Sem possível título ou legenda, como se de auto-criação se tratasse ou de autor incerto.
Estava apaixonado.Tinha-me apaixonado por uma puta disfarçada de santa, de bolo, de quadro ou do caralho que a foda.
Acordei dentro da gaiola. Já não era dourada. Estava pintada de negro. A puta voara pois nunca havia sido minha.

(Parênteses: Mariana, é o que de Bukowski tenho em mim e não um qualquer outro autor espanhol estranho que porventura possa andar a ler. Fim de parênteses.)




quinta-feira, junho 17, 2010

quarta-feira, junho 16, 2010

quinta-feira, maio 06, 2010

quinta-feira, março 04, 2010

segunda-feira, março 01, 2010

I just want to say that...

i hate the way you don´t touch me there