segunda-feira, junho 21, 2010

A obra imperfeita entre o Homem e Deus é a mulher


Não me lembro da primeira vez que a vi nem recordo a primeira vez que a fodi. Não sei mesmo em que cidade, vila ou aldeia terá sido. Não sei se foi à beira bar, numa ponte de veneza, na minha garagem ou à porta de sua casa. Não sei se foi contra um carro, dentro de um ou encostado a um poste da EDP. Não sei.
Sei que me apareceu uma noite sem avisar enquanto dormia. Vinha montada no que parecia ser um cavalo branco com uma gaiola dourada na mão. Era tudo tão branco que parecia uma santa num altar. Um altar móvel -pensei eu. Há muito tempo que não a via. Desfilava blindada no meu mundo, dona do mundo dona de mim. Não era santa nem tinha religião. Não era Deusa mesmo assemelhando-se a uma. Não era minha mesmo que viciado nela.
Pensemos que pudesse ser um bolo em potência.
A sua pele parecia polvilhada de fina farinha. Os seus seios acabamentos de um chefe dedicado. As suas ancas a forma perfeita. A sua vagina o lugar da vela.
Nunca tinha conhecido aquela textura, tamanho sabor, aroma tão desconcertante. Esfregava tudo o que podia. A minha língua, os meus dedos, o meu caralho, qualquer vértice do meu corpo. Comi-a repetidamente sem nunca me encher. Quando penetrada, manteiga derretida envolvia delicadamente o meu pénis. Os seus seios que trincava com tesão, fazia com que a pintasse num branco-chantilly instantâneo. Era eu a competir com os Deuses na criação da obra perfeita. Era como se tentasse escrever o meu nome no bolo, na história alcançando a divindade e a eternidade no seu corpo. Não parei. Trinquei-a vezes sem conta. Pintei-a vezes sem conta. Era minha obra também.
Suor de Picasso cobria-me, a inspiração de Picasso descrevi-a. (A puta da equação mais ingrata.) Mas ali estava ela. Serena. Na parede de um museu. Sem possível título ou legenda, como se de auto-criação se tratasse ou de autor incerto.
Estava apaixonado.Tinha-me apaixonado por uma puta disfarçada de santa, de bolo, de quadro ou do caralho que a foda.
Acordei dentro da gaiola. Já não era dourada. Estava pintada de negro. A puta voara pois nunca havia sido minha.

(Parênteses: Mariana, é o que de Bukowski tenho em mim e não um qualquer outro autor espanhol estranho que porventura possa andar a ler. Fim de parênteses.)




quinta-feira, junho 17, 2010

quarta-feira, junho 16, 2010

quinta-feira, maio 06, 2010

quinta-feira, março 04, 2010

segunda-feira, março 01, 2010

I just want to say that...

i hate the way you don´t touch me there

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Em conversa com Marco Moura sobre rabiscos

"uma gaja é uma cena tao lata q encaixa com quase tudo"
M.M.

domingo, fevereiro 21, 2010

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

domingo, fevereiro 14, 2010

A mais breve e sincera Carta ao Amor

Amor,estimo muito que te fodas!

Um Beijo,
o teu xico




quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Eu quero uma vaca

Desde que rompemos a vagina às nossas mães, nós - homens e mulheres - nascemos mal ensinados. Contudo, diz-se - e o que se diz nem sempre é verdade - é que homem (aquele de pila grande ou pila curta) é à nascença um esboço ainda mais tosco que a mulher - repito "esboço"-, e não me refiro ao conceito de belo de nietzschze nem mesmo o que diz o avô ou a avó ou até mesmo o pai ou a mãe.
Segundo a gíria, o homem já foi leite, e a mulher - a quem faço uma vénia- terá o sido também segundo a mesma lógica (a lógica dos tomates) mas por quem proferido temporariamente esquecida.
O homem terá sido então marinheiro em dilúvios - correntes ou não - na pequena panela de pressão que seu devido pai carrega entre as pernas. Uma panela curiosa na verdade, sempre disposta a entrar em ebolição à mínima saia mais alçada ou decote mais desabruchado que rosas em plena primavera.
Esquecendo esta pequena divagação e fraca comparação que em nada ajudará a entender a moral deste texto e tentando ir um pouco mais directo ao que me levou a escrever este post, segundo parece, quando o Homem (e agora de volta ao todo) nasce, agarra-se às mamas de sua progenitora sugando-as até sentir a última gota - a de sangue! E já agora, em forma de parênteses e para os mais interessados, se é que existem neste blog, a secreção láctea de uma fêmea dias antes ou depois de parir chama-se colostro. Fim de parênteses!
O leite, também conhecido por ser a matéria prima da vida, visto ser o nosso primeiro alimento, torna-se assim no néctar que fará de nós crianças - homens (uma espécie de feijoada).
Crescemos e ficamos dependente dele, e a julgar pelas suas propriedades, medicamente e maternalmente pregadas toda a nossa infância e adolescência fará sempre parte da nossa vida. Provavelemente até haverá algum adulto que não tenha saído debaixo da saia de sua mãe (o que não me parece todo condenável - pois todos queremos estar debaixo de alguma) ainda o escutará.
As suas propriedas são fundamentais para a formaçao dos nossos dentes e ossos,e há quem diga que faz bem sono - estranho sei - mas tentarei medicar-me com ele na próxima insónia e aí, se este pasquim ainda existir e a minha vontade o permitir relaterei os efeitos secundários ou até mesmo colaterais que possam advir.
Esquecendo as suas propriedades e todas estas "diagonais", tento recuperar o cerne da questão e disparo: como é possível 6 litros de leite custarem mais que 6 litros de gasóleo do Pingo Doce de Vila Verde?
O leite está extremamente caro e não entendo a sua razão. Há mais vacas que poços de petroleo, logo deveria haver mais competição e consequentemente a baixa de preços (é o jogo duro e puro da economia - uma espécie de regra tês simples). Confesso que nunca me dei ao trabalho de contar o número de poços mas a julgar pela quantidade de vezes que, "divertidamente" ou inadvertidamente me cruzei com vacas, o cenário jamais poderia ser este. Já morei em alguns sítios perto e longe de quintas, até mesmo no estrangeiro e ainda assim nao vi um sequer poço de petróleo. Terei eu más companhias ou feito escolhas erradas? Contudo não conheço quem tenha poços de petróleo e ao que parece não é tão facil arranjar, por isso e pela facilidade, digo: "Eu quero uma vaca# desde que não tenha nome de Valentina.

Beijo,
Xico - o futuro latifundiário.

A todos um especial mês de Fevereiro - mês traiçoeiro!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

O Lado B

Por vezes tropeça-se no Lado B das "coisas" - seja isso o que for-, muitas vezes por curiosidade outras tantas por casualidade.
O "Lado B da Cotonete" é um espaço de "partilha"- abre aspas, fecha aspas -, entre dois amigos (ou dois "eus" ), sem pretensões, horário, e conhecimento de causa, somente à deriva pelos seus gostos e (re)descobertas musicais.
Aos amigos e meros leitores interessados (se existerem neste blog), podem aceder a um outro compartimento da casa que não a casa de banho, se: 1) vierem descalços ou com pantufas; 2) um doce para partilhar, 3) enviando um email para mim para serem convidados a entrar


Para que não haja confusões:
Por vezes, qualquer sentimento de "egoísmo", se é que existe, poderá estar no lado B!

domingo, janeiro 31, 2010