segunda-feira, março 01, 2010

I just want to say that...

i hate the way you don´t touch me there

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Em conversa com Marco Moura sobre rabiscos

"uma gaja é uma cena tao lata q encaixa com quase tudo"
M.M.

domingo, fevereiro 21, 2010

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

domingo, fevereiro 14, 2010

A mais breve e sincera Carta ao Amor

Amor,estimo muito que te fodas!

Um Beijo,
o teu xico




quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Eu quero uma vaca

Desde que rompemos a vagina às nossas mães, nós - homens e mulheres - nascemos mal ensinados. Contudo, diz-se - e o que se diz nem sempre é verdade - é que homem (aquele de pila grande ou pila curta) é à nascença um esboço ainda mais tosco que a mulher - repito "esboço"-, e não me refiro ao conceito de belo de nietzschze nem mesmo o que diz o avô ou a avó ou até mesmo o pai ou a mãe.
Segundo a gíria, o homem já foi leite, e a mulher - a quem faço uma vénia- terá o sido também segundo a mesma lógica (a lógica dos tomates) mas por quem proferido temporariamente esquecida.
O homem terá sido então marinheiro em dilúvios - correntes ou não - na pequena panela de pressão que seu devido pai carrega entre as pernas. Uma panela curiosa na verdade, sempre disposta a entrar em ebolição à mínima saia mais alçada ou decote mais desabruchado que rosas em plena primavera.
Esquecendo esta pequena divagação e fraca comparação que em nada ajudará a entender a moral deste texto e tentando ir um pouco mais directo ao que me levou a escrever este post, segundo parece, quando o Homem (e agora de volta ao todo) nasce, agarra-se às mamas de sua progenitora sugando-as até sentir a última gota - a de sangue! E já agora, em forma de parênteses e para os mais interessados, se é que existem neste blog, a secreção láctea de uma fêmea dias antes ou depois de parir chama-se colostro. Fim de parênteses!
O leite, também conhecido por ser a matéria prima da vida, visto ser o nosso primeiro alimento, torna-se assim no néctar que fará de nós crianças - homens (uma espécie de feijoada).
Crescemos e ficamos dependente dele, e a julgar pelas suas propriedades, medicamente e maternalmente pregadas toda a nossa infância e adolescência fará sempre parte da nossa vida. Provavelemente até haverá algum adulto que não tenha saído debaixo da saia de sua mãe (o que não me parece todo condenável - pois todos queremos estar debaixo de alguma) ainda o escutará.
As suas propriedas são fundamentais para a formaçao dos nossos dentes e ossos,e há quem diga que faz bem sono - estranho sei - mas tentarei medicar-me com ele na próxima insónia e aí, se este pasquim ainda existir e a minha vontade o permitir relaterei os efeitos secundários ou até mesmo colaterais que possam advir.
Esquecendo as suas propriedades e todas estas "diagonais", tento recuperar o cerne da questão e disparo: como é possível 6 litros de leite custarem mais que 6 litros de gasóleo do Pingo Doce de Vila Verde?
O leite está extremamente caro e não entendo a sua razão. Há mais vacas que poços de petroleo, logo deveria haver mais competição e consequentemente a baixa de preços (é o jogo duro e puro da economia - uma espécie de regra tês simples). Confesso que nunca me dei ao trabalho de contar o número de poços mas a julgar pela quantidade de vezes que, "divertidamente" ou inadvertidamente me cruzei com vacas, o cenário jamais poderia ser este. Já morei em alguns sítios perto e longe de quintas, até mesmo no estrangeiro e ainda assim nao vi um sequer poço de petróleo. Terei eu más companhias ou feito escolhas erradas? Contudo não conheço quem tenha poços de petróleo e ao que parece não é tão facil arranjar, por isso e pela facilidade, digo: "Eu quero uma vaca# desde que não tenha nome de Valentina.

Beijo,
Xico - o futuro latifundiário.

A todos um especial mês de Fevereiro - mês traiçoeiro!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

O Lado B

Por vezes tropeça-se no Lado B das "coisas" - seja isso o que for-, muitas vezes por curiosidade outras tantas por casualidade.
O "Lado B da Cotonete" é um espaço de "partilha"- abre aspas, fecha aspas -, entre dois amigos (ou dois "eus" ), sem pretensões, horário, e conhecimento de causa, somente à deriva pelos seus gostos e (re)descobertas musicais.
Aos amigos e meros leitores interessados (se existerem neste blog), podem aceder a um outro compartimento da casa que não a casa de banho, se: 1) vierem descalços ou com pantufas; 2) um doce para partilhar, 3) enviando um email para mim para serem convidados a entrar


Para que não haja confusões:
Por vezes, qualquer sentimento de "egoísmo", se é que existe, poderá estar no lado B!

domingo, janeiro 31, 2010

quarta-feira, janeiro 20, 2010

O meu umbigo hoje está grande nem que seja por pouco tempo!

http://www.creativereview.co.uk/cr-blog/2010/january/matador-m-barcelona

Sardinha de "Setúbal" no meio dos tuborões do rio Manzanares

O meu estúdio...

segunda-feira, janeiro 18, 2010

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Retro-auricular

I won't apologise for the mess that you're in
I'm gonna hide my eyes from your crimson sin
No sacrifice can make atonement again
The blood is on your hands ; you should be ashamed

You won't forget my name
You won't forget my name

So now I say goodbye and this is to you, I pledge ;
Take your final step and plummet over the edge
You listened to the snake ! I won't take any blame
Now here's my breath in your face,
I leave you up in flames

You won't forget my name
You won't forget my name

Behold ! The angel's singing sweet
For righteousness ; a cry !
He sings for you so tenderly ;
"Apple of my eye !"

Stay right where you are ;
Don't be so foolish to try any courageous moves
You won't be saving lives
I didn't do all I've done for you to put me in the shame

Now in your final hour my legacy remains

You won't forget my name
You won't forget my name

Behold ! The angel's singing sweet
For righteousness ; a cry !
I sing for you so tenderly ;
"Apple of my eye !"

http://www.youtube.com/watch?v=hvGAutmv7lo&feature=related
.....................

sábado, dezembro 05, 2009

Uma triste história com um triste fim.

"O ROUXINOL E A ROSA"
"THE ROSE AND NIGHTINGALE"
por Francisco Elias e Rui Monteiro


Início

Era uma vez um menino de quem nunca se soube o nome. O pai chamava-lhe o Estudante, mas talvez o seu nome não fosse importante, pois ele poderia ser o leitor, ou mesmo o narrador, e esta ser a nossa história...
Os seus dias eram passados a ler os inúmeros livros que preenchiam, ao alto, as prateleiras do pequeno quarto onde dormia. Dos mais finos aos mais grossos, da física à metafísica, o Estudante devorava as letras que, como formigas minúsculas, circulavam compactamente por páginas sem fim.
Para ele, todos os mistérios insondáveis do universo, dos mais concretos aos mais ab-stractos, estavam contidos naqueles caracteres negros. O brilho glacial das estrelas, os cabelos de fogo do sol, o murmurar das árvores, assim como todos os outros fenómenos naturais, eram regidos, acreditava, por leis lógicas imutáveis, que compêndios de grandes filósofos já tinham, em parte, desvelado.
Debruçado sobre a escrivaninha, lia avidamente de manhã à noite. Enquanto isso, os dias batiam à vidraça da janela do seu quarto sem nunca entrarem, caindo sempre da mesma forma no poço do tempo.

Once upon a time there was a litte boy, who´s name was never known. His father called him the Student, but perhaps his name wasn´t important, for he might be the reader, or even the narrator, and this could be our story... His days were passed reading the contless books, that filled out, to the top, the shelves of the small room where he slept. From the thicker to the larger, from physics to the metaphysics, the Student devored the letters that, like tiny ants, circulated compactly throughout endless pages. To him, all the unfathomable mysteries of the Univers, from the most concrete to the most abstract, were contained in those bold characteres. The glacial sparkle of the stars, the sunny firely hairs, the whisper of the trees, as well as every other natural phenomnon, were ruled, he believed, by imutable logic laws, that great philosophers compendiums had, in part, already revealed. Bent on his writing desk, he read eagerly from morning until night, Meanwhile, the days kept slamming at the window pane of his room without never coming in, always falling the same way in the well of time.



Naquele fim de tarde, porém, todas as certezas construídas com a argamassa da razão estavam à beira do colapso. O corpo do Estudante era corroído pela tristeza.
A menina de quem amava cobrava o seu amor em troca de uma rosa rubra. Ela tinha-lhe dito que nenhuma outra cor serviria.
Sem se aperceber, lágrimas de incompreensão começaram a escorrer-lhe pelo corpo, o que escapava a qualquer explicação racional dada pelo mais perspicaz dos filósofos.

In that late afternoon, however, all the certainties built with the mortar of reason were about to collapse. The Student´s body was corroded by sadness.
The girl he loved was collecting her love in exchange of a ruby-red rose. She had told him that no other colour would serve. Without nothing, tears of incomprehension began dripping throught his body, which escaped any rational explanation given by the most observant of the philosophers.




O rouxinol que vivia no seu ninho, lá no alto, bem por cima do Estudante compadeceu-se com o seu azar. Mesmo com um coração mais pequeno e frágil, percebia melhor do que ele os mistérios do Amor. Mesmo sem o compreender, sabia, e sentia, que o Amor era algo de maravilhoso. Era mesmo mais precioso que os diamantes e mais estimado que a mais fina opala. Pérolas e romãs não podiam comprá-lo, nem se podia encontrar nos mercados. Os comerciantes não o vendiam e a balança não era capaz de medir o seu peso em ouro.

The Nightingale that lived in nest, high above, way over the Student commiserated with is unfortunate. Even with a smaller and fragile heart, it understood better than him the mysteries of love.
Even without understanding, it knew, and felt, that love was something wonderful. It was ever more precious than diamonds and more appreciated than the finest opal. Pearls and pomegranates couldn´t buy it, and it couldn´t be found in markets.
The traders didn´t sell it and the balance wasn´t able to measure it´s weight in gold.





De repente, abriu as asas e voou sob o céu incendiado de um azul celestial.
Passou pelo grande bosque como uma sombra, e cruzou-o em direcção às mais belas roseiras. Eram amarelas, verdes, azuis, mas a cor vermelha parecia nunca ter existido.
O tempo voava agora consigo, e a sua busca ia caindo em vão...

Suddenly, it flapped the wings and flew under the sky set alight of celestial blue. It passed by the great woods like a shadow, and crossed it towards the most beautiful rose-bushes. They were yellow, green, blue, but the red color seemed to have never existed.
The time was now flying with it, and it´s quest was falling in vain...





Eis quando menos esperava encontrou uma rosa mesmo debaixo da janela do Estudante. Para sua desilusão o rigor do Inverno queimara as suas veias, a geada os seus botões e a tempestade inclemente quebrara os seus ramos. Por isso, as suas rosas, que eram vermelhas como as patas das rolas e mais vermelhas que flores de coral que serpenteiam nas profundezas do oceano, não desabrochariam nesse ano.

But when it less expected it found a rouse right under the Student´s window. For it´s disappointment the winter rigidity had burnt it´s veins, the frost it´s buttons and the unclement storm had broken it´s branches. Therefore, the roses that were red like the paws of doves and more red than coral flowers that wriggle in the dep-ths of the ocean, they wouldn´t blossom this year.




Em desespero, o Rouxinol voou de encontro ao espinho aguçado, até que o seu sangue vermelho, de vida palpitante, corresse nas suas veias tornando-se seu.
Com o coração em sangue entregou-se até à aurora desfazer a escuridão em luz, enquanto a fria Lua de cristal escutava-o inclinada no seu balcão celestial.
Com uma dor cada vez mais profunda a dilacerar-lhe o peito e um nó a apertar-lhe a garganta, a força do Rouxinol começou a esmorecer à medida que a Aurora se aproximava. O som da música que saía agora do seu corpo negro era quase imperceptível, mas o eco já tinha conduzido a música celestial nos seus cavalos velozes até à sua púrpura caverna, situada nas colinas, onde se propagou por todo o vale, acordando dos seus sonhos os pastores adormecidos.

In despair, the Nightingale flew towards the pointed thorn, until it´s red blood of beating life ran in it´s veins becoming his own.
With it´s heart in blood it delivered himself until the aurora shred the darkness into light, while listened by the cold cristal moon bent in it´s celestial balcomy.
With a more profound pain lacerating it´s chest and a knot holding thight it´s throat, the strength of the Nightingale began to flag while the aurora was coming.
The sound of music that was now it´s black body was almost imperceptible, but the echo had already driven the celestial music in it´s fast horses, to it´s purple cavern, si-tuated in the hills, where it was propageted by the entire valley, waking up from their dreams the sleeping sheperds.





A roseira agora de pétalas fervilhava de vida, enquanto o Rouxinol jazia morto...

The rose-bush, now with petals was simmering of life while the Nightingale laid down dead...





Como por magia, da janela do quarto do Estudante brotou uma rosa vermelha.

Like magic, from the window of the Student´s room broton a red rose.




Com a rosa na mão, voou pelo bosque em busca da menina. Mas por mais que a procurasse não a encontrou. As árvores tinham-lhe dito que uma rosa vermelha havia brotado, e cada pétala era dona de um amor puro.
Tivera medo do que ouviu e fugiu...

With the rose in his hands, he flew over the wood searching for the little girl. Even-though he looked for her, he didn´t found her. The trees had told her that a red rose had spronted, and each petal was in possess of a pure love. She got scared of what she heard and escaped...





Sentia-se à deriva pois nenhum livro o tinha preparado para uma situação daquelas.
A tristeza corria pelo Estudante, enquanto o vazio tomava conta dele.
Os seus dias caíam sempre iguais no poço do tempo, e lá fora, a roseira era submergida pelas ervas daninhas que se digladiavam por uma fímbria de sol.

The Student felt drifting since no book had prepared him for a situation like that. The sadness ran through him while the void took him over. This days always fell equal in the well of time, and outside, the rose-bush was sub-merged by the weeds that were deglatdiating for a sun fimbria.





Fim.

..........................


Uma história como tantas outras, um fim como tantos outros.
Ás coisas que morem.Três pontos.Ponto Final.
Parágrafo
..........................

Créditos

História original/Original history OSCAR WILDE
Texto/Text Francisco Elias e RUI MONTEIRO
Tradução/Translation AGOSTINHO ALEXANDRE



blackbird - Perry Blake

Na boca de Jessie Evans



Niños del espacio
http://www.youtube.com/watch?v=v-NRMJbaCY0

quarta-feira, dezembro 02, 2009